Crônicas

PRECIPITAÇÃO

  Eu quero sempre mais que o tempo permite e essa gula me paralisa e só aumenta meu querer tornado impossível. Há contas por fazer, mas na cama os

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SIQUEIRIIINHA!… QUAREEESMA!…

“Siqueiriiinha!… Quareeesma!” Apenas escurecia, mas o grito da Lupércia, mãe do menino, conseguia, ao menos durante aqueles quarenta dias, trazê-lo mais cedo para casa

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VOCÊ VIU O PASSARINHO AZUL?

. Minha bisavó era o tipo de avó aconchegante que hoje não se encontra mais. Era baixinha e gorda, de cabelos curtos e brancos, e usava vestidinhos simples e retos que

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FLORES SOBRE A MESA

Uma das lições que aprendi com minha mãe – dessas que se aprendem pelo gesto, sem que seja necessário que alguém faça grande ou nenhuma preleção sobre o assunto

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ASSIM ERA MEU PAI

. Meu pai era um homem habilidoso, capaz de criar botões de madeira e miniaturas perfeitas de taças, jarras e tachos. No quintal da minha infância havia uma limeira

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O HÓSPEDE

. Eram muitos quilômetros a serem percorridos, a pé ou em lombo de mula, entre um povoado e outro. Às vezes a noite surpreendia o caminheiro ainda longe do

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CRÔNICA DE NATAL

. O som de cantos natalinos alcançava e dissipava meus sonhos. A cama estranha que acomodava de improviso os primos que caíam sonolentos – nossos pais ceavam – nem

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