
CAIXA DE JARDINAGEM E “O TEMPO NO JARDIM”
. Nem sei que fim meu irmão pretendia dar à caixa de madeira depois que apareceu com uma maleta em couro cru incrustado e fivelas onde acomodou as ferramentas; eu a

. Nem sei que fim meu irmão pretendia dar à caixa de madeira depois que apareceu com uma maleta em couro cru incrustado e fivelas onde acomodou as ferramentas; eu a

. Costumo dizer por brincadeira que vivo numa “torre”. Há um sentido simbólico para o vocábulo, ligado aos loucos – que no passado eram trancafiados em sótãos ou porões, afastados do

. Minha mãe sempre gostou de plantar em vasos e vasinhos. As folhagens maiores ela preferia plantar diretamente no chão e me lembro de caminhar por uma estreita calçada de cimento que unia a

. Eram muitos quilômetros a serem percorridos, a pé ou em lombo de mula, entre um povoado e outro. Às vezes a noite surpreendia o caminheiro ainda longe do

. Na tarde escaldante revisito, pela memória, outras tardes, mais amenas, embora também ensolaradas… A sala ampla de Dona Néia Alvim abria-se para receber minha mãe e eu. Minha mãe ia receber

. O som de cantos natalinos alcançava e dissipava meus sonhos. A cama estranha que acomodava de improviso os primos que caíam sonolentos – nossos pais ceavam – nem

. O grosso caderno de capa verde e páginas numeradas, que meu avô deu à minha mãe, lembra um livro de atas, embora seja essa apenas uma primeira impressão. Nele

. Meu avô paterno era um grande contador de casos. Como viveu a maior parte da vida em cidades interioranas de Minas e Goiás, a origem de seu rico

. Entre as imagens mais antigas registradas em minha memória estão os paninhos bordados pela minha mãe, que ficavam sob o abajur, sob a travessa de louça, sobre a mesa e

. “Mineiro Mineral” . . Minas Gerais não é apenas um rostinho bonito! É um “ali” quase infinito Que vai de onde as vistas alcançam até onde os pés cansam.